sábado, 8 de maio de 2010
Ainda solidão
A vida nada mais é do que solidão. Não com o sentido comum e medíocre que costumam dar à palavra. Solidão no sentido de contar sempre consigo mesmo, de decidir sozinho e ser o único responsável por isso, de fazer tudo por si mesmo. Em qual momento tivemos alguma ação realizada por outra pessoa em favor de nós mesmos? Não, a mãe só amamentou porque choramos. Esqueça...De alguma forma somos nós que concretizamos nossas vidas, ninguém mais...
quarta-feira, 3 de março de 2010
Relacionamentos
O Wagner me ligou hoje de novo. Convidou-me para tomar um café . Como eu estava em sp, aceitei. Foi legal. Percebi que ele falava em transar comigo com um pouco mais de vontade. E eu escutei com um pouco menos. Difícil explicar que tive minhas expectativas frustradas muitas vezes. Não quis polemizar, não iria levar a nada. Apenas abri um sorriso, fiz um charme. Tentei conversar sobre outras coisas enquanto olhava para ele e pensava que nós teríamos nos divertido muito durante todo esse tempo. Por um instante veio a idéia de que a culpa foi minha. Bobagem. A única vez em que nos encontramos de fato foi naquela estrada, quando nos vimos pela primeira vez. Todo o resto foi uma sucessão de desencontros.
Coincidentemente, li seu blog agora há pouco. Um dos textos era sobre final de relacionamento amoroso. O que acontece na prática é que não conseguimos terminar e não ver, não conversar ou nem saber mais daquela pessoa. A gente deixa o relacionamento se transformar aos poucos. Se era muito intenso, vira uma amizade sutil.
Coincidentemente, li seu blog agora há pouco. Um dos textos era sobre final de relacionamento amoroso. O que acontece na prática é que não conseguimos terminar e não ver, não conversar ou nem saber mais daquela pessoa. A gente deixa o relacionamento se transformar aos poucos. Se era muito intenso, vira uma amizade sutil.
terça-feira, 2 de março de 2010
Cantada
Marcelo,
para quem costuma ler a revista de trás para frente, foi impactante. Quis ser ela. Melhor dizendo, quis conhecer você...Não, não é brincadeira. Mas é um delírio, já que sou casada. De qualquer forma, sempre tomo certas liberdades quando escrevo. E resolvi que seria assim desta vez. Nunca o vi na revista (pq só saem as mulheres da redação???). Queria saber como você é, o que faz profissionalmente , idade, endereço, celular...(risos). Também queria saber se quer saber como eu sou, o que faço (além de escrever para caras da revista) , idade, endereço, celular...( é sério!).
Mrs. Jones
Obs: preciso pedir para NÃO publicar a carta?
para quem costuma ler a revista de trás para frente, foi impactante. Quis ser ela. Melhor dizendo, quis conhecer você...Não, não é brincadeira. Mas é um delírio, já que sou casada. De qualquer forma, sempre tomo certas liberdades quando escrevo. E resolvi que seria assim desta vez. Nunca o vi na revista (pq só saem as mulheres da redação???). Queria saber como você é, o que faz profissionalmente , idade, endereço, celular...(risos). Também queria saber se quer saber como eu sou, o que faço (além de escrever para caras da revista) , idade, endereço, celular...( é sério!).
Mrs. Jones
Obs: preciso pedir para NÃO publicar a carta?
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Tietê vs Sena
Nem sei por onde começar...
Aquele francês-sem-graça mexeu comigo.
Ele estava lá, me esperando no aeroporto. Nem posso dizer que era "como eu imaginava" porque era exatamente como eu o conhecia há meses pelo msn. Ele me deixou confortável e também se sentia assim. Engraçado que nem mesmo percebi que estava no país dele, que a língua não era a minha e que ele não passava de um completo estranho.
Depois de uma semana com ele em Paris, fiquei imaginando como seria largar tudo aqui e viver com ele lá. Não imaginei apenas por exercício. Ele não parava de me dizer que era isso que queria. Dizia (e diz até hoje) que quer viver comigo. Viver comigo...Com meus defeitos que ele pensa que já conhece. Com as minhas qualidades que ele enxerga com olhos de apaixonado.
Expliquei que é a minha vida é praticamente impossível lá. Não poderia trabalhar até ser totalmete fluente em francês. Ele não ganha tão bem que possa me sustentar. Não, isso eu não disse. Não seria indelicada. Não teria coragem de lhe dizer que preciso de alguns luxos que conquistei. Cremes, roupas, viagens, carro, empregada, academias de ginástica, uma casa com espaço suficiente, dinheiro. Dinheiro, Paulo. Como eu poderia comparar o que ele me oferecia com dinheiro? Eu diria que adorava a sua companhia , mas que não poderia ficar sem as minhas sessões de massagem? Que fazia um tempão que eu não sabia o que era um sexo tão bom, mas, infelizmente, eu preciso de dinheiro para gastar com besteiras? Ele gosta de mim e eu penso em dinheiro para freqüentar restaurantes bons. Ele arruma o meu cachecol e eu nem me imagino sem dinheiro para arrumar o meu cabelo...
Eu não estou errada. Acho que seria uma loucura completa abandonar a minha vida e morar com ele, por mais apaixonada que estivesse. Mas o problema é justamente esse: eu pensei! E muito.
Ele me fez esquecer todas aquelas maluquices que eu aprontava aqui. Ele me deixa tranqüila. Eu não tenho ansiedades.
Por isso eu chorei no avião. Por que raios ele precisa estar na França?
Aquele francês-sem-graça mexeu comigo.
Ele estava lá, me esperando no aeroporto. Nem posso dizer que era "como eu imaginava" porque era exatamente como eu o conhecia há meses pelo msn. Ele me deixou confortável e também se sentia assim. Engraçado que nem mesmo percebi que estava no país dele, que a língua não era a minha e que ele não passava de um completo estranho.
Depois de uma semana com ele em Paris, fiquei imaginando como seria largar tudo aqui e viver com ele lá. Não imaginei apenas por exercício. Ele não parava de me dizer que era isso que queria. Dizia (e diz até hoje) que quer viver comigo. Viver comigo...Com meus defeitos que ele pensa que já conhece. Com as minhas qualidades que ele enxerga com olhos de apaixonado.
Expliquei que é a minha vida é praticamente impossível lá. Não poderia trabalhar até ser totalmete fluente em francês. Ele não ganha tão bem que possa me sustentar. Não, isso eu não disse. Não seria indelicada. Não teria coragem de lhe dizer que preciso de alguns luxos que conquistei. Cremes, roupas, viagens, carro, empregada, academias de ginástica, uma casa com espaço suficiente, dinheiro. Dinheiro, Paulo. Como eu poderia comparar o que ele me oferecia com dinheiro? Eu diria que adorava a sua companhia , mas que não poderia ficar sem as minhas sessões de massagem? Que fazia um tempão que eu não sabia o que era um sexo tão bom, mas, infelizmente, eu preciso de dinheiro para gastar com besteiras? Ele gosta de mim e eu penso em dinheiro para freqüentar restaurantes bons. Ele arruma o meu cachecol e eu nem me imagino sem dinheiro para arrumar o meu cabelo...
Eu não estou errada. Acho que seria uma loucura completa abandonar a minha vida e morar com ele, por mais apaixonada que estivesse. Mas o problema é justamente esse: eu pensei! E muito.
Ele me fez esquecer todas aquelas maluquices que eu aprontava aqui. Ele me deixa tranqüila. Eu não tenho ansiedades.
Por isso eu chorei no avião. Por que raios ele precisa estar na França?
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Interrupção
Oi, Marina
Estou aqui tentando acertar a vida com a Alessandra, como vc sabe.
Para ela, nossa correspondência remete a um passado que, com motivo ou não, dói.
Por isso, para preservar uma relação na qual estou investindo, decidi interromper a nossa correspondência.
Sou grato ao apoio à distância que você me deu em horas duras, e torço para que você encontre a paz possível neste mundo turbulento.
Um beijo
Carlos
Estou aqui tentando acertar a vida com a Alessandra, como vc sabe.
Para ela, nossa correspondência remete a um passado que, com motivo ou não, dói.
Por isso, para preservar uma relação na qual estou investindo, decidi interromper a nossa correspondência.
Sou grato ao apoio à distância que você me deu em horas duras, e torço para que você encontre a paz possível neste mundo turbulento.
Um beijo
Carlos
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