terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Rogério

Reli a frase da vagina algumas vezes. Sabe, muitas vezes eu me senti assim, especificamente quando você sumia depois de termos nos encontrado. Demorei para entender que você tinha um fastio pós-coito um tanto acentuado e prolongado. Não, mais do que isso: eu era a responsável por você ter feito algo sujo, que não devia e que poderia destruir a sua vida. Sim, objetivamente era isso que acontecia nas últimas vezes.
Eu não sou mais aquela mulher meio maluquinha que parou para um estranho na rua. Infelizmente. Ela era sem dúvida mais atraente, mais inconsequente, mais leve. Você também mudou muito. Não arrisco a dizer o quê. Mas quando me diz que sou especial, penso nisso. Jamais teria me dito que era especial - ou teria pulado no seu colo e não saído mais. Naquela época eu era a vagina. Hoje, depois que não restou mais nada, eu sou especial. E, por favor, não entenda o que acabei de dizer como sendo algo ácido e agressivo. Apenas quero que pense um pouco a respeito do que me disse.
Quando fala que se preocupa comigo...Não se preocupe. As diarreias, a insônia, os pensamentos depressivos já foram praticamente superados. Eu só gostaria de me apaixonar de novo. Como fiz por você. Então vou escrever pra ele. E te deixo.

sábado, 9 de junho de 2012

Lamento...

Oi, como vai?
Sinto muito pela maneira com que falei com você outro dia.
Mesmo tendo, de certa forma, razão para tal, eu não deveria tê-lo tratado da maneira rude como fiz.
Pelo que falou, parece que esses tempos não têm sido fáceis para você. Mas, diferentemente de mim, você nunca expõe o que se passa na sua vida pessoal. Nem mesmo no que diz respeito a nós mesmos. Assim sendo, jamais sei se é um bom ou mau momento.
Creio que o nosso problema seja uma vertiginosa diferença de gostos, modos de vida, personalidades. Poucas vezes nos "encontramos" realmente. Gostar de você não foi suficiente. Quase nunca é.
Não tenho muito mais a lhe dizer. Lamento por alguma angústia que eu tenha lhe causado.
Beijos.