quinta-feira, 21 de julho de 2011

For Nothing Now Can Ever Come To Any Good

gosto de falar com vc. sempre foi assim. nenhuma razão especial para ser tão ligada a vc, principalmente porque foram apenas cinco ou dez minutos juntos e um punhado de emails. confissões, nudez. paixão. foi isso que tive por vc. não me importo se quer ou não falar comigo. sinto-me à vontade para ler seu site, para lhe escrever e não receber resposta, para entender que jamais farei parte da sua vida novamente, seja como leitora ou como qualquer coisa - sim, confesse, fui qualquer coisa na sua vida.

acha que sou uma louca, uma perdedora , uma traidora, uma sem-estirpe. uma pessoa pesada. meus melhores adjetivos estão mesclados ao que há de pior na sua cabeça. e é verdade. vc é tão bom sedutor que me obrigou a revelar o que tenho de mais cru. mas esquece que ao se calar vc revela sua parte não polida.

escrevo sempre para vc. às vezes como sua amiga, às vezes como inimiga. em paz, em guerra. nunca indiferente, assim como vc. talvez isso tenha me atraído, esse seu jeito polarizado que pouca gente tem. ou vc ama ou despreza.

mais uma vez não vai ler, não vai comentar.

ia dizer que não importa, mas seria mentira.

sábado, 25 de junho de 2011

PN

Ainda leio vc com certa curiosidade. Curiosidade sobre mim, não sobre vc. O que me levou a fantasiar tanto sobre sua personalidade, sobre sua vida, sobre um possível interesse em minha pessoa?
Leio vc procurando nas entrelinhas se há algo que possa me atrair. Não há. Opiniões que desprezo, posições contrárias, assuntos que não fazem parte da minha vida. Talvez ainda leia por achar salutar me manter longe de vc. Talvez para me lembrar que não devo esquecer o que aprendi quando criança: não falar com estranhos.
Ainda bem que somos estranhos novamente.